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Polícia Federal deflagra operação contra fraudes bancárias

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De acordo com a PF, o grupo utilizava contas de terceiros (“laranjas”) para movimentar valores ilícitos obtidos por meio de golpes e fraudes contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições financeiras.

A ação faz parte da Força-Tarefa Tentáculos, que atua em cooperação com bancos e entidades do setor financeiro no combate a crimes eletrônicos. Ao todo, estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, 23 medidas cautelares diversas da prisão e um mandado de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal. As diligências ocorrem em Vitória da Conquista e Salvador, com a participação de 52 policiais federais.

As investigações tiveram início a partir das operações Worms e Não Seja um Laranja, ambas realizadas em 2022. De lá para cá, a PF identificou que o grupo criminoso evoluiu para um esquema mais sofisticado de lavagem de dinheiro, utilizando instituições de pagamento, plataformas de apostas online e criptoativos para ocultar a origem dos recursos.

Relatórios de inteligência financeira apontam movimentações superiores a R$ 6,9 milhões entre 2023 e 2024, com previsão de chegar a R$ 20,9 milhões em cinco anos. Há ainda indícios de que parte desses valores tenha ligação com o tráfico de drogas, ampliando o alcance da organização criminosa.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados, com o objetivo de descapitalizar o grupo. As penas somadas pelos crimes investigados associação criminosa, furto qualificado, estelionato majorado e lavagem de dinheiro — podem ultrapassar 30 anos de prisão.

A Polícia Federal reforça o alerta: emprestar ou ceder contas bancárias para movimentação de dinheiro ilícito é crime. Essa prática financia organizações criminosas e causa prejuízos a milhares de brasileiros.

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